Mariah Carey

Here For It All

Álbum · Pop · 2025 · MARIAH under exclusive license to gamma.
Em 2020, Mariah abriu o coração em uma das obras mais íntimas da sua carreira mas, pela primeira vez, não foi em um álbum. Sua autobiografia The Meaning of Mariah Carey escancarou sentimentos sobre a família complicada, as inúmeras conquistas da trajetória profissional, as alegrias da maternidade e muito mais. Embora seja uma compositora premiada e reconhecida desde a estreia em 1990, ela contou ao Apple Music que o processo de escrever The Meaning of Mariah Carey (O Significado de Mariah Carey, em tradução livre) revelou algo para ela: a capacidade de mergulhar profundamente em si e transformar suas emoções mais difíceis em letras. “Definitivamente me transformou. Fiquei um pouco mais vulnerável, mais exposta, mais capaz de ser eu mesma, independentemente de qualquer coisa”, diz. Here For It All, seu 16.º álbum de estúdio, é o primeiro projeto a explorar totalmente este momento introspectivo da cantora. E basta ouvir as baladas para perceber. “Nothing Is Impossible” é uma celebração da própria resiliência (“I dream a greater dream/I fight a greater fight/I overcome it all” [“Sonho um sonho maior/Luto uma luta maior/Supero tudo”]), enquanto a grandiosa e sentimental faixa-título soa como uma carta de amor lida em voz alta (“When you leave/You take a little bit of every fiber that’s embedded in me” [“Quando você vai embora/Leva um pouco de cada fibra do meu ser”]). Estas composições arrebatadoras são a essência de Carey, mas o álbum também exibe uma mistura generosa de R&B, hip-hop, disco, gospel e pop. “No começo fiquei um pouco preocupada por ter muitos estilos diferentes de músicas”, ela conta. “Mas logo pensei: ‘Não dou bola para isso.’” Mariah faz de tudo: solta agudos extraordinários ao lado das lendas do gospel The Clark Sisters em “Jesus I Do”, revive a ginga e o estilo urbano dos anos 90 em “Type Dangerous” (que sampleia “Eric B. Is President”, de Eric B. & Rakim), traz o clima dos anos 70 em “Play This Song”, parceria com Anderson .Paak, e ainda revisita um clássico da infância. Em cada passo, Carey se mostra mais autêntica do que nunca e saboreia todas as notas. A seguir, ela comenta cada faixa de Here For It All. “Mi” “É uma homenagem ao amor-próprio e ao autocuidado. Tem este tom irônico mas é também uma daquelas canções que muita gente disse: ‘Ah, eu adorei.’ Sempre que penso nela, me imagino em uma banheira de hidromassagem.” “Play This Song” (com Anderson .Paak) “Eu queria muito trabalhar com o Anderson porque ele é brilhante e talentosíssimo no que faz, simplesmente extraordinário. Quando nos encontramos no estúdio, decidimos fazer algo com aquela vibração dos anos 70. Começamos a desenvolver ‘Play This Song’ e me apaixonei pelo resultado. No estúdio, ele é um parceiro criativo incrível.” “Type Dangerous” “Eu estava em um restaurante em Aspen, com o Andy [Anderson .Paak] e alguns amigos, quando começaram a tocar várias músicas. De repente entrou ‘Eric B. Is President’ e eu pensei: ‘Nossa, adoro essa, fazia séculos que não ouvia.’ No dia seguinte fomos para o estúdio brincar com o sample e daí a coisa foi só crescendo... fiz eles tocarem várias vezes seguidas.” “Sugar Sweet” (com Shenseea e Kehlani) “Acho que a liberdade da Shenseea e da Kehlani transparece. Elas vivem no momento e têm muita personalidade. Isso deixou o trabalho mais jovem e divertido. Eu achei tudo de bom. Nunca tinha feito um trio com mulheres fortes e poder realizar isto agora é especial. Amo o que a faixa transmite.” “In Your Feelings” “É uma daquelas canções em que você conta uma história que aconteceu de verdade, bota tudo na letra e joga para o universo. Foi o que fizemos. O público adora a parte do ‘I think you might be getting a little bit too...’ (Acho que você ficando muito...). Eu também adoro. Não tinha nenhuma mensagem específica, era só o que eu estava sentindo naquele momento. Só depois de gravar e conviver com a música é que percebi o valor dela.” “Nothing Is Impossible” “Eu estava rabiscando algumas ideias, brincando, junto com meu grande amigo e diretor musical Daniel Moore. Ele no piano, eu improvisando melodia. Depois levei para casa e escrevi a letra sozinha. Precisava deste isolamento, entrar no meu próprio mundo para escrever sobre estes sentimentos. É o tipo de canção que pode ajudar alguém a atravessar um momento difícil.” “Confetti & Champagne” “Fala sobre alguém com quem você já terminou mas continua falando, só que não tem mais nada. Você não está nem aí. A essência é aquele ‘Clink, clink, clink, pow/Look at me now’ (Tim-tim, pah/Olha para mim já). É isso.” “I Won’t Allow It” “Levamos um tempo para finalizar, não por causa da letra ou da melodia. Mas fomos dedicando mais tempo à produção e acrescentando detalhes. É outra com o Anderson e ele é excelente neste tipo de vibe. Tem momentos de despedida bem diretos. ‘I won’t entertain all your narcissistic ways’ (Não vou alimentar seu narcisismo) é um dos meus trechos favoritos. E o ‘Should have been more proactive’ (Deveria ter sido mais proativo) me faz rir.” “My Love” “É mais uma homenagem à minha infância. Lembro de andar na garupa de uma moto com a filha de uma amiga da minha mãe e o namorado dela. Eles estavam apaixonados e esta era a trilha sonora do casal. Ainda sonho que o Paul McCartney participe dela, seria incrível. Ele é um dos maiores artistas de todos os tempos. Antes de entrar no estúdio, perguntei se ele se importaria que eu regravasse a canção. Conversamos e ele disse: ‘Vai em frente, me manda.’ E eu fiquei: ‘Como faço isto? Porque quero muito que ele esteja na faixa, nem que seja nos backing vocals.’ Acho que não é isso que ele quer agora, mas talvez ele grave algo para a versão deluxe. Eu ficaria feliz demais. Cantar este clássico foi também uma forma de reviver aquele sentimento de encontrar alguém que você realmente ama e admira.” “Jesus I Do” (com The Clark Sisters) “Sou fã incondicional das Clark Sisters. Amo o trabalho delas. O álbum solo da Karen Clark é maravilhoso, sem igual. Cantar com elas e misturar nossas vozes foi uma espécie de cura espiritual.” “Here For It All” “É uma faixa especial para mim, por isso está no fim e deu nome ao álbum. Não quero entrar em cada detalhe dela, mas amo como termina e, ao mesmo tempo, não termina. Achei que seria a minha música gospel do disco, mas este espaço acabou sendo de ‘Jesus I Do’. Mesmo assim, esta canção tem uma alma, uma profundidade que lembram a essência de um ‘disco da Mariah Carey’. Sinto que é um trabalho muito pessoal, mas também uma dádiva para quem precisa ouvir algo assim.”

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